terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Um novo poeta

Meu coração encontra-se em prantos intermináveis
Não sou nenhum poeta, sou um despresível palhaço
A dor tomou um caminho árduo e insuperável
Parem de rir do meu interminável fracasso!

Jesus tomou minhas dores na cruz do calvário
Estou liberto de todo o pecado perante Deus
Essa melâncolia preenche todo um coração de otário
Grande é o drama de todos os erros meus.

Mas a luz de Cristo sorri lá no fundo de minh'alma
De repente a esperança e o amor brotam em meu peito
Estarei firme e forte para toda e qualquer batalha
Bem longe de ser um político corrupto pelo povo eleito.

O caminho ao nirvana está dentro da minha mente
Não sou discipulo de Dionísio, o deus mundano
Buddha plantou uma germinável e indestrutível semente
De um homem compassivo que não estava em meus planos.

Desbravarei todo o reino em busca da donzela amada
Em meio a raios e trovões, enfrentarei a tempestade
Meu coração não está mais escravizado na senzala
Provarei para os deuses que eu não sou mais um covarde.

Morrer de amor, gozo e paixão nas mãos da minha dama
Tu eres a razão do meu viver e morreria por ti!
Estaremos nus amando-nos nesta velha cama
Fico tão desconcertado quando você sorri.

O horizonte e os pássaros meu coração contempla
Não sou mais um homem pecaminoso
Nem o Diabo agora me aguenta!
Morri nas águas do batismo e nasci de novo.

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