sábado, 20 de fevereiro de 2016

O cocainômano

O cocainômano perdido
O desamparado menino
Em busca de uma euforia.

Neste árduo caminho
Cheio de treva e espinhos
Contempla sua vida depressiva

Não tem mais amigos
A paranóia o levou ao abismo
Sua sede de viver está totalmente destruida

Na fissura toca-se o sino
Não encontrastes na droga o sagrado pergaminho
Todas as suas forças estão perdidas.

Na depressão o suicídio fazes presente
O humano atrás do vício não está contente
Só deseja que tudo isso acabe.

No passado plantaste a semente
Da auto-destruição da sua mente
Além da cocaína, não encontra nada que o agrade.

Apesar disso ele também é gente
Sente medo de se tornar um demente
Seu estado é crítico e grave.

Essa melancolia há muito tempo existente
Pemanece em seu corpo jacente
Ainda tem a esperança de sair desse entrave.

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