quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Mísero coração



Nas noites mais frias
Nos dias mais cinzentos
Nem sequer uma orgia
Pode melhorar os meus sentimentos.

O amor não correspondido
A donzela que não me quer
Um coração apodrecido
Sem ardume de mulher.

Talvez o jeito seja tomar um "pico",
Ou embebedar-me na taverna
Acho que nem para isso
O meu coração sequer presta.

Invocar Satã triunfal!
Para praticar magia negra
Nada é mais natural
Do que no desespero invocar a besta!

Donzela, olhe para o meu pranto!
Na natureza fria do meu semblante
Quero por vossa senhoria entoar-lhe cânticos
De um mísero poeta errante.

A minha mente aponta para o poente
O pôr-do-sol mostra-se mágico
Minh'alma agora está doente
E o seu sorriso mostra-se fantástico!

Lobos uivam na floresta
A terra encharca-se com a chuva
Procuro paranóico por uma fresta
Onde posso admirar a beleza sua.

Suicidar-me? Não tenho coragem
Quero apenas contemplar sua formosura
Imagino-me num longa metragem
Onde delicio-me com a sua presença nua.

Árvores dos bosques
Sejam minha testemunha
Do meu coração nobre
Buscando do amor, apenas uma fagulha.

Nenhum comentário:

Postar um comentário