A leveza d'um canto de canário
As cachoerias caindo em águas vivas
A beleza sagrada do santo sudário
O céu colorido cheio de pipas.
Como está leve o meu espírito!
Clama desesperado por calor humano
Somente quem já esteve à beira do precipício
Pode se alegrar com fatos mundanos.
Ou será que isto é o que se diz espiritual?
Quanta glória esse mundo me proporcionou
Digo com toda certeza! É o do espírito e não carnal
Essas pequenas alegrias que meu coração gozou.
A donzela que amo sorri complacente
Belo sorriso por assim dizer...
Mostra-me com ternura os mais lindos dentes
Ao seu lado eternamente eu quero viver!
Meu afã pela vida mostra-se imenso
Um anjo celeste não poderia ser mais belo
Mesmo quando passo por um momento tenso
Continuo brincando com as palavras, criando versos.
Sou grato pelas sombras das árvores
Onde fico apenas à brincar com as crianças
De poder dizer que estou livre, fora das grades
Transbordando de amor, compaixão e esperança.
Invoco e louvo com felicidade os deuses da paz!
Regosijo-me com a alegria dos meus semelhantes
Agora sei que serei mais do que capaz
De colocar no passado os votos de poeta errante.
Somente para fechar o meu raciocínio
Quero deixar claro que não sou nenhum santo
Somente tenho um pequeno coração de menino
Que hoje encherga a luz, onde outrora só havia pranto.
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