quarta-feira, 13 de abril de 2016

O mancebo triste

Paralisado no tempo
O angustiado mancebo
Um jovem de amor sedento
Vítima d'um efeito nocebo.

Júrias anátemas sobre a vida
Enfileiro-me no meu casulo
Um pensamento suicida
Para sempre será nulo.

Sem sal nem açucar
Não sou um jovem vistoso
No meu peito nascem rugas
Deploro, ó ser desvirtuoso.

Agonizo perante uma angustia
Talvez cocaina resolva o dilema
Ao meu Deus evoco súplicas
Glória escarnecida de Atena.

A associação livre mostra-se lírica
Demônios antigos no inconsiente
Triste mancebo jaz na cova depressiva
Satã dissestes que não és gente.

Escrevo um verso de um poema
Para o meu amigo imaginário
A gilete fez uma ferida extrema
Choca a Cristo no calvário.

Corto-me profundamente no braço
Minhas últimas palavras de adeus
O sangue jorra perto do inchaço
O mancebo triste literalmente morreu.

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