Um fantasma sem rumo no vale dos suicidas
A fascinação pelo lado negro da vida
O maldito Édipo não resolvido
Tudo se desfaz na fumaça do cigarro.
O umbral mostra-te gélido
De ter um homem incrédulo
Triste alma que suicidastes
Deste maldito mundo nefasto.
Seres aterrorizantes estão indo ao teu encontro
Mais obscuros que Allan Poe em seus contos
Parecem demônios essas bestas-feras
Agonizas de dor em teu destino trágico.
Sentes fome e sede em abundância
Já perdestes completamente a esperança
Sentes um momento de arrependimento
Levam-te para outro lugar nosso jovem carrasco.
Estás agora num hospital espiritual
A pulsão de morte mostrou-te mortal
Injetastes estricnina em tuas veias
Em uma área perto do ante-braço.
Desfrutas agora de um lugar lindo
Pela primeira vez na vida estás sorrindo
Os planos de Deus estão em construção
Tentarás fugir de teu penoso buraco.
A sentença entretanto é ver teu corpo apodrescer
Cometeste um ato para espairecer
Agora lidas com um enorme dilema
Ó ser desvirtuoso, eterno capacho.
Enquanto executas tua sina reflete
Toda a angústia de teu tempo de moleque
Um coração desde cedo desvirtuoso
Onde espíritos malígnos tiveram teu despacho.
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