quarta-feira, 6 de abril de 2016

Filhos do Brasil

As águas cristalinas de verde-água transparente
O fogo vivo vermelho-alaranjado reluzente
O espírito animalesco das sociedades tribais.

A mata virgem verde cheia de serpentes
O amarelo do sol traz uma luz encandescênte
Abraça todos os nossos corações mortais.

Os Europeus disceram que não éramos gente
Deram-nos alguns modernos presentes
Pregaram um só Deus que usava velas e castiçais.

Nossa natureza ficou pendênte
Escravisaram-nos com suas pesadas correntes
O povo sem alma aos animais eram iguais.

Logo viram que não serviamos como escravos
Tinhamos a marca de Caim, portanto servos do Diabo
Destruiram nossa crença de inúmeras entidades.

Nossos guerreiros agora eram pobres coitados
Usando arco e flecha e montados em calavos
Lutamos para preservar nossas propriedades.

Suas armas de fogo causaram-nos o maior estrago
Que Tupã vingue o espírito dos derrotados
Mataram-nos todos sem dó e nem piedade.

Ao lado de nossas famílias fomos enterrados
Contra suas emboscadas não reproduzimos o estrago
Venceram sobre nós os ditos "donos da verdade".

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