Lá no fundo de minha mente
Do mais íntimo do meu ser
Um estado de meditação vigente
Dizeres longínquos: " tu vais vencer!"
O que aflorava em minh'alma
Era um estado de lamentação
Um grito desesperado da cova rasa
Uma pontada no peito da depressão.
Fantasmas invólucros n'um prisma
Sussurros demoníacos e carentes
Gargalhadas d'um louco suicida
Satã exibindo seu enorne tridente.
Na calada da noite caminho entre espinhos
Com os pés ensanguentados tento alcançar a rosa
Deus que enviastes teu único filho
Lavastes-me dos meus pecados de outrora.
O ópio inebriante levou-me à miséria
A droga dos derrotados fumou-me a excência
Levou-me ao estado da mais alta treva
Da orgia carnavalesca ao um estado de clemência.
Fatigado de cair e levantar incalsavelmente
Sufocar-me com excrementos n'um ritual escatófilo
Reverenciar um belo momento dormente
Descer à sepultura do mais insano necrófilo.
Depois de passear pelo inferno pessoal
Colherei as flores desta bela primavera
O último fôlego d'um coração mortal
Gozando de amor à estrada tão bela!
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