domingo, 10 de abril de 2016

Caro Baudeleire

Uma rede e um velho livro
Nas mãos uma chicará de café e um cigarro
Vou abrindo suas páginas com todo o cuidado
E deparo-me com a mais alta poesia
Estou lendo um Baudeleire em A Flores do Mal
Inspirando-me pela obra obscura de seu criador
Um poeta maldito que vivia em prostíbulos
O vinho e as orgias... isso me fascina
Eu também tenho esse lado
Mundano, sinistro e boêmio
Delicio-me com todo o peso do lírismo
A noite vêm chegando e a lua cheia desponta no horizonte
Ah, caro Baudeleire
Inspire-me na arte oculta
Onde um mago negro escondeu com cuidado
A magia negra que o farás ressuscitar de sua cova
Seje a inspiração de mais uma geração
Geração de loucos desajustados,
Entretanto não são como nós
Que apreciamos a mais lírica poesia dos pelo ópio enfeitiçados.

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