domingo, 11 de outubro de 2015
Magia negra
Com giz desenhamos um pentagrama
A varinha está no canto, junto com o punhal.
Invocamos uma entidade antiga e estranha
Da mão esquerda, do inferno, do mau.
É a primeira vez que fazemos magia negra.
Antigamente só quebravamos cruxifixos,
De cemitérios, roubavamos caveiras
Se algo der errado estamos perdidos.
Invocamos os quatro demônios guardiões
Cada um representando um ponto cardeal.
Será que acabaremos em hospícios ou prisões,
Por mexermos com uma coisa proibida e mortal?
Nada de mal nos acontecerá, pois Satã está conosco.
Queremos apenas nossos desejos realizados
O mundo por natureza já é um lugar tenebroso...
A felicidade está em satisfazer os pecados.
Com toda cautela, mexemos na varinha
O selo está aberto, venha numa forma amigável!
Sinto sua presença, ou será impressão minha?
Por um momento, sinto-me paralizado.
Com o punhal expoulso-o de volta ao inferno
O primeiro ritual a gente nunca esquece.
Ouço uma voz grossa falando comigo num tom até que fraterno:
"Parabéns mortal! Tu passastes no teste."
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