sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Embriagados de amor



Por que estas tão quieta ultimamente?
Tu provastes o veneno da serpente,
Que agora corre em suas veias.

Tu pareces tão carente;
Escutas um barulho estridente
E transforma-o numa sinfonia de sereia.

Estás agora dormente,
Embriagada pelo ópio veemente
Com um olhar eufórico observa as estrelas.

Tão distante estás sua mente!
Dá-me um sorriso alegremente,
Inclina-se devagar e com os lábios me beija.

Pego o restante do ópio e fumo
Encontro-me num momento profundo,
Envolto numa nuvem esverdeada.

Parecemos dois moribundos...
Zumbis que estão distantes do mundo
Acaricio sua face, que é a única coisa que ainda me
agrada.

Somos projetos de defunto!
Mas quem liga para este assunto,
Se o tédio o ópio mata?

Quero apenas contemplar seu vestido de veludo.
É reconfortante saber que sou o único,
Que tem o prazer de ter sua maravilhosa graça!

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