sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Desisto!



Lentamente dirijo-me à cozinha
Procuro uma faca bem afiada.
Reflito sobre toda minha vida,
O sofrimento profundo, o espinho, a desgraça.

Pensando bem, até que teve seus momentos bons.
Lembro-me dos meus amigos da escola
Passavamos escondidos com exatidão,
As colas na hora da temida prova.

Uma lágrima inunda meus olhos.
Será que é isso mesmo que anseio?
Por favor Deus, unge-me com seu óleo,
Tire-me deste momento de desespero.

Meus familiares ficarão tão tristes,
Mas não dá mais para continuar...
Somente quando nada existisse,
Seria o momento certo para descansar.

Passo a faca sobre meus pulsos.
Uma enxurada de sangue lava o chão
Sinto-me fraca, como num susto
Esperarei meus entes queridos deitada num caixão.

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