sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A garota suicida



O sangue que escorre dos meus braços
É sinal de uma vida inteira de fracasso
O que lhe direi é profundo e não dinâmico.

Preste atenção caro leitor,
Pois ouvirás o som  mais profundo de meu interior
Mistura amarga de sangue com prantos.

O que é uma labareda a mais para quem está no inferno?
Encontro alívio ao escrever estes últimos versos
A garota apática e seu jeito estranho.

Como tudo era mais fácil na infância
Enquanto cuidava de minhas belas tranças
E agradecia pelo sol nascente ao Senhor do Evangelho.

Cá estou eu agora
A garota que deplora
Por um suicídio analgésico.

Pálida ensanguentada
Desejo que tua próxima morada
Sege num celestial castelo.


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