sexta-feira, 11 de março de 2016

Existência em treva

Todas as noites em claro que passei
Todas as humilhações vividas
A minha cruz é pesada demais
O choro seco no banheiro
Os cortes no braço direito
A sensação de morte
O desespero do nascer do sol
O que que eu fui fazer da minha vida?
Senhor, por favor olhe para mim!
Suplico um milagre dos céus
Nessa existência eu sou o réu
Culpado! Culpado! Culpado!
Eis o seu veredicto
Treva que nausia e me fazes vomitar
Coração despedaçado
Lembro de outrora onde a primavera florescia
Aquela prosa que eu tive com meu avô
Dizendo ele que a vida poderia ser maravilhosa
Que só dependia de minha força de vontade
E agora aqui estou vendo minha existência virar pó
Meu sofrimento é penoso e inflexivel
Mas continuarei persistindo
Quem sabe tudo dê certo num futuro próximo
Isso mesmo, vou prosseguir
E esperar por um mísero raio de sol.

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