quinta-feira, 3 de março de 2016

A morte

O cisne quando canta traz a morte consigo
Bela como a noite toda estrelada
É o aviso do temido perigo
Ao longo desta incrível jornada.

Tudo o que é vivo morre
Não há como escapar
A morte a vida engole
É um ato singular.

Estarei ao lado do Altíssimo
No juízo final estará minh'alma
Neste horizonte infinito
Mostra-lo-ei toda minha calma.

As deidades pacíficas e iradas
Na presença da clara luz
Yama descrevendo a minha alçada
Infelizmente é a luz opaca que me seduz.

Anubis recebendo-me no pós morte
Meu coração terá o mesmo peso de uma pena
Osíris diz: " mortal, tu tens sorte"
A vida eterna é a sua sentença.

Minh'alma encontra-se no Hades
O olimpo inteiro está em festa
Buscarei incansavelmente as chaves
Aguardar em silêncio é o que me resta.

Talvez seja apenas inconsiência
Como ficar em coma eternamente
Nada de deuses ou transcêndencias
A mente em repouso jacente.

O caminho de onde ninguém voltou
Estrada misteriosa e mística
Numa carta de Chico Xavier um epírito relatou
Que depois da misteriosa morte sempre há vida.

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