quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
O crack
Ascendi a pedra no cachimbo
Por apenas um instante sinto
Um prazer inexplicavel.
Sou um homem ímpio,
Paranóico e depressivo
Buscando uma sensação agradável.
Entreguei-me ao vício,
Mas nos dentes amarelados um sorriso
De minha sede de viver inesgotável.
Um sobrevivente perdido,
Sinto como se estivesse perdido um ente querido
Dessa vida insaciável.
Consumo o ópio moderno,
Mas o que desejo é apenas a benção do evangelho
Renascer na luz da paz de Cristo.
Ás vezes pareço um incrédulo.
Um grande candidato ao cemitério
Um andarilho perigoso... será que eu existo?
O prazer imediato mostra-se gélido,
Pois o que estou fazendo é auto-flagelo
Por uma flagulha de esperança eu ainda persisto!
A esperança desse verso
É que meu sonho torne-se concreto
Com júbilo falar que do maldito crack eu finalmente desisto.
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