quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Noite

Eu aqui sentado no chão,
Tenho a noite por complanheira.
Tu velas minh'alma quando estamos em comunhão
Mostra-te suave menina faceira.

Olho o horizonte em aspiral,
Como na pintura  de Van Gogh.
Saberei o esconderijo do santo graal,
Antes que minha espitualidade se esgote.

Um cigarro nos dedos tremulos
Uma taça de vinho na outra mão.
Só tem uma coisa que não entendo,
Como tornar realidade minha ilusão?

Ilusão doce e poética,
Aos pés de uma vigem, morrer de amor.
Para ganhar seu doce sorriso, crio estratégias
Só tu que podes acabar com a minha dor.

Reparo nas estrelas, tão brilhantes quanto o seu olhar.
A lua cheia ao longe cobre-me com sua áurea
Ó virgem, estás tentada à chorar...
E desabar a lamentar sua vida bizarra.

Somos parecidos anjo do céu!
Coloco uma sinfonia para nos entreter
Estás nua, pois tiraram-lhe o véu
De uma garota frágil que só pensa em morrer.

Nada disso importa agora!
Não mais nesse momento!
Abraço-te intensamente enquanto tu deploras,
Seu coração de paz por um instante fica sedento.

O mundo fica mudo,
O coração se aquieta.
Já não há mais o escuro,
Um grilhão de esperança é o que nos resta.

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