Ele estava
sozinho em um quarto escuro, iluminado apenas por uma pequena vela branca.
Estava bebendo vinho em copos feitos de crânio humano.
A decoração do
quarto não poderia ser diferente. Havia morcegos empalhados no teto, um
pentagrama envolto num círculo no centro e algumas flores e crucifixos roubados de algum cemitério, entretanto a coisa mais chamativa do quarto, era um caixão
com o corpo de sua amada já em decomposição.
Este a amava
demais para deixá-la; sua pele pálida, seu corpo enrijecido e sua carne já
começando a ser devorada por vermes, só aumentava o seu amor por ela. Este
começou à beijá-la lentamente, em um amor eterno e real. Acariciou seus seios
enrijecidos e em seguida, lambeu sua vagina já apodrecida. Deitou-se sobre ela
, passou lubrificante nos genitais da bela donzela e à penetrou.
O homem fez amor
com sua amante, de uma forma que nunca havia feito em sua vida. O êxtase da
situação, levou-o ao orgasmo do júbilo da morte! Pegou um copo de vinho com
veneno, e deitou-se com a moça, pronunciando suas últimas palavras:
___ Cá estou eu,
pobre mancebo que perdeu sua amada de forma trágica e repentina. Não pude
enterrá-la, pois era bela demais para isto. Daqui à pouco estarei contigo,
querida Dulcinéia, para juntos entrarmos na eternidade do amor puro e perfeito!
Entrego a minha vida à ti, para juntos nos deliciarmos no pós-morte.
Este bebeu o cálice de vinho
envenenado e abraçou sua amada num
gesto de ternura e carinho. Queria passar os poucos minutos restantes ao seu
lado. Fechou os olhos e deslumbrou um pequeno momento de paz e harmonia.
Imaginou-se com Dulcinéia em uma terra pura, próxima à uma cachoeira
exuberante, onde os pássaros cantavam harmoniosamente uma sinfonia dedicada a
eles, do topo de suas árvores. Eles faziam piquenique no bosque e estavam
sorrindo um para o outro.
O efeito do
veneno começara a fazer efeito. O suicida foi tomado por um estranho e intenso
mal-estar, porém lembrou-se do paraíso que imaginara anteriormente, deu um
grande sorriso, enquanto debruçava-se sobre sua amada.
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