Coração, coração
Por que insistes em doer?
Carregas tanta aflição
Que desejas até morrer.
Alma carregada, sofrida
Que dilacera minha mente
Abre uma eterna ferida,
Não cicatrizada completamente.
Lembranças ruins surgem no inconsciente.
Como dói essa maldita,
Memória que arde incansavelmente
Ao longo da minha vida.
Satã triunfa mais uma vez.
Com profundo desgosto confesso,
Que até virei freguês
E já ando totalmente possesso.
É o mal entrando em meu peito
Amaldiçoa minha carne
Fazes-me de eleito
Para propagar sua maldade.
Seres celestiais, atendam-me!
Livrem-me de todo mal
Mostrem-me que posso ser diferente,
Nessa eterna luta mortal.
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