quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Donzela que dormes

Donzela que dormes
Não banha-se, não come
Vive a vida à suspirar.

Diz que o que corrói-lhe
É um sentimento de morte
Difícil de explicar.

Donzela que dormes
Espero que retornes
De prazeres na vida gozar.

Em um gesto nobre
Beijo-lhe a fronte
Recebo da graça, o ar.

Donzela que dormes
Espero que não deplores
N'uma cama à agonizar.

Para que esse revólver?
Não ponha-o sobre a fronte
Que outrora eu fui beijar!

Donzela que morres,
Provarei que sou forte
Até no inferno irei te amar!

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