Não banha-se, não come
Vive a vida à suspirar.
Diz que o que corrói-lhe
É um sentimento de morte
Difícil de explicar.
Donzela que dormes
Espero que retornes
De prazeres na vida gozar.
Em um gesto nobre
Beijo-lhe a fronte
Recebo da graça, o ar.
Donzela que dormes
Espero que não deplores
N'uma cama à agonizar.
Para que esse revólver?
Não ponha-o sobre a fronte
Que outrora eu fui beijar!
Donzela que morres,
Provarei que sou forte
Até no inferno irei te amar!
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