terça-feira, 21 de junho de 2016
Falando sobre a morte
Cruzes e velas para o meu caixão
Lírios perfumados e uma coroa de flores
A minha vida não foi em vão
Tive a descoberta de muitos amores
O perfume doce daquela mulher
A carícia inoscênte de uma donzela
Nada mais importa agora
Uma névoa cinzenta, eu fui embora
O homem mórbido encontrou a paz
Fugiu das garras de Satanás
Satã era um amigo intimo
Conversavamos como dois amigos
A morte é tão misteriosa e mística
Aqui jazo na paz eterna
Nesta vida fui apenas um turista
Agora sou um rélez suicida
Na madrugada encontrava conforto
Eu era um ser noturno
Gostava de vampirismo e satanismo
O tabaco bem fumado era delicioso
O vinho uma benção dos deuses sinistros
A depressão era o meu castigo
A anedonia um presente de grego
Odiava olhar-me no espelho
Ver aquele ser aversivo e esquisito
Nada mais importa agora
Finalmente encontrei a paz
Meu corpo na sepultura jaz
Serei um defunto apodrecendo
Serei um banquete para os vermes,
Mas foi melhor assim
Um reolver apontado para a cabeça
Um choro angustiante e as palavras de adeus
Ó céus! Não aguentava mais a vida
Estava no limite
Do demônio recebi um convite
E o aceitei
Morri e alcansei a libertação.
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