domingo, 15 de maio de 2016

O coração da vida





Examinando toda a minha existência
Momentos bons e ruins que despontaram em minha mente
Alguns traumas adquiridos no inconsciente,
Porém na caminhada dou sequência.

Os maus agouros do passado
A expressão sem sorriso
O homem ímpio
Que teve um destino trágico.

Jesus convida-me à ceiar
Comerei o pão e beberei  o vinho
Na eternidade não terei o castigo
Ao lado do Pai vou estar.

Nas mãos trêmulas um cigarro
No coração a donzela
O mal caminho nas vielas
Com sangue eu escarro.

As flores perfumadas de outrora
Os dias esquecidos de minha infância
Minha avó preparando a janta
Dias felizes, dias de glória!

É Satã famigerado
Usurpa meu ser
Quer minh’alma quando morrer
Este pária renegado.

Adeus ao passado
Trilharei um caminho de luz
Receberei as bênçãos da cruz
O paraíso será alcançado.

Contemplarei as flores de outono
Caindo soltas no céu
Serei um ser fiel
Prostrar-me-ei diante do trono.

A sala da verdade secreta
Onde estarei no juízo final
Meu coração brilhará mais que um cristal
Não merece a perdição um poeta.

Ó virgem angelical!
Dá-me todo o teu amor
Disperse todo o terror
De um coração mortal.

Celebremos este momento com um ósculo
Os céus e a terra tremerão
Farei juras ao teu coração
Enquanto observo pássaros com um binóculo.

A vida ganhou um novo significado
És lírica, pura e singela
Como Van Gogh em suas telas
Passarei por qualquer obstáculo.

Meditando constantemente
Como levar os homens à luz?
Invoco Buddha, Alá ou Jesus?
Minha compaixão brilha incessantemente.

O segredo está nas coisas simples
Levarei o amor nesta trajetória
Nesta existência simplória
Serei nada mais que um pedinte.

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