quarta-feira, 18 de março de 2015
O pássaro sem vida
Um pássaro morto jaz no chão.
Para todos os outros, apenas uma aberração
Porém vejo beleza nesse ser sem vida
Sua carne já dura virando carniça.
Como és belo ó pássaro morto!
Sua vida desfez-se com seu último folego
Entrou totalmente nos mistérios da morte
Agora jaz fraco, o que antes era forte.
Impressiono-me intensamente com sua carcaça.
Como para todos a vida sempre acaba
Seu estado cadavérico, já em decomposição
Até que causas-me uma certa compaixão.
Como eu queria poder te ressuscitar!
Com uma oração, tento te santificar
Que estejas tranquilo, numa vida melhor!
A morte não é negativa, não é o pior.
Formigas começam à aglomerar-se diante de ti,
Comendo sua carne, não sinta pena de si!
Suas penas desarrumadas é o que sobrará,
Deste banquete em que estão à gozar.
Imagino seu peito com vida, livre a voar
Que com uma ferida fez-se repousar.
Nunca mais baterá suas asas novamente
O destino que a todos os seres está pendente.
Adeus belo pássaro, nos vemos algum dia
Numa outra existência em que tu comparecias
Livre como antes, no céu à festejar
Com toda sua glória voltar a brilhar.
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